Centro de Estudos de Gestão

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CEGE   Shipping & Port   CEGE adverte 03

CEGE adverte 03

    O CEGE - Centro de Estudos de Gestão do ISEG, ouviu especialistas do setor aeroportuário sobre o processo de expansão da capacidade do aeroporto de Lisboa que decorre atualmente, onde se prevê a criação de um segundo pólo aeroportuário no Montijo integrado com o atual aeroporto de Lisboa.

     

    Face às conclusões dos trabalhos considera importante relembrar e sublinhar a grande importância em todo o mundo da visão e do planeamento de longo prazo na competitividade das infraestruturas aeroportuárias.

     

    No sentido de responder ao crescimento da procura registada nos últimos anos, está previsto o aumento da capacidade do atual aeroporto, conjugado com a preparação de um segundo pólo aeroportuário no Montijo que terá uma gestão integrada com o atual aeroporto. Tendo em consideração que não foi anteriormente preparado, de forma atempada, o processo de construção do Novo Aeroporto de Lisboa (NAL) e face ao exponencial crescimento do turismo, das "low-cost" e da função "Hub" de Lisboa com a TAP, é consensual que se torna-se inevitável preparar rapidamente o aeroporto do Montijo para fazer face à crescente pressão da procura.

     

    No entanto, os especialistas alertam que esta não é uma solução competitiva e de futuro para a região e o País, uma vez que existem diversos constrangimentos e limitações de segurança no atual aeroporto e no Montijo, existem limitações à dimensão máxima do avião crítico de projeto no Montijo, a solução dual integrada de aeroportos não conhece exemplos de sucesso no mundo e a capacidade conjunta dos dois aeroportos não deverá ultrapassar 2030/2035, mesmo considerando elevadas taxas de produtividade da oferta e ritmos conservadores de crescimento da procura, muito inferiores aos atuais.

     

    Uma vez que o desenvolvimento e construção do NAL deverá demorar cerca de 8 a 10 anos, para evitar a rutura da oferta aeroportuária de Lisboa muito provável em 2030, que apenas beneficiaria o hub de Madrid, importa desde já tomar as devidas opções de planeamento de longo prazo no processo de expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa. Em especial, importa retomar rapidamente os estudos do NAL em Alcochete, procurando fasear a sua construção de forma racional, minimizar os investimentos arquitetónicos previstos nos primeiros estudos e localizar a infraestrutura o mais próximo de Lisboa possível e não na localização anteriormente prevista, visando manter a sua atratividade física e económica. Por outro lado, importa minimizar os investimentos temporários a realizar agora no Montijo, evitando o desperdício posterior, já que será muito limitado o tempo da sua vida útil.

     

    Deste modo, só com uma visão global e um adequado planeamento integrado no longo prazo será possível assegurar os interesses e a competitividade internacional da TAP, da região de Lisboa e do País.

    CEGE (07Jun17)