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Eventos Culturais

Concerto | Solistas da Metropolitana

06 Abr 19:00
Aud. CGD

Sexta-feira, 6 de abril 19h00

ISEG, Auditório Caixa Geral de Depósitos

F. Schubert Quarteto de Cordas N.º 12, D. 703, 
Quartettsatz


A. Borodin Quarteto de Cordas N.º 2

Ana Pereira
José Teixeira (violinos), 
Joana Cipriano (viola), 
Ana Cláudia Serrão (violoncelo)

Mais do que a prestar reverência diante de obras musicais extraordinárias, este programa convida-nos a esquecer por instantes o tempo e o lugar, e a mergulhar «sem filtro» nos universos românticos de Franz Schubert e Alexander Borodin.

Entre os 15 Quartetos de Cordas compostos pelo músico austríaco, o N.º 12 anuncia o seu período de maturidade criativa. Os anteriores destinavam-se a um ambiente familiar, com intérpretes amadores e um nível de exigência técnica condicionado. Sem tais limitações, desponta a intensidade dramática e o despojamento expressivo próprios do estilo romântico. A misteriosa inquietação dos primeiros compassos ilustra isso bem. Seguem-se melodias aparatosas, por vezes de aparência ingénua, e mudanças de humor abruptas. Chama-se
Quartettsatz, o que significa em alemão «andamento de quarteto». Com efeito, desconhece-se a razão pela qual o compositor deixou o trabalho a meio, não concluindo os restantes 3 andamentos. À semelhança da
Sinfonia Incompleta, este é o
Quarteto Incompleto de Schubert, ainda que nada lhe pareça faltar.

E porque de romantismo se trata, junta-se aqui o Quarteto de Cordas N.º 2 de Borodin. A par da ópera
O Príncipe Igor, esta é uma das obras mais conhecidas deste cientista russo (compositor nas horas vagas!), membro do célebre Grupo dos Cinco. «Completo» – ou seja, com os quatro andamentos expectáveis -, foi escrito em 1881 para celebrar o 20.º aniversário da relação do músico com sua esposa. Especula-se, por isso, sobre a existência de uma dramaturgia subliminar nesta partitura. O violoncelo, instrumento que Borodin sabia tocar, seria a figura do próprio compositor. O primeiro violino representaria o seu amor, muito embora Ekaterina tocasse piano. No primeiro e terceiro andamentos, é tentador imaginar um diálogo amoroso entre os dois instrumentos. Sobretudo, o Noturno sugere o retrato certeiro de um encontro idílico.

Entrada livre.